A Evolução dos Discos Rígidos

qui, 06/01/11 por Gustavo Guanabara

O armazenamento de dados é uma das coisas mais importantes de um computador, mas geralmente só nos damos conta disso quando acontece algum inconveniente e ficamos impedidos por algum motivo de acessar nossos dados.

Agora mesmo estava aqui verificando minhas mensagens e me deparei com o apelo de um usuário, que me mandou a seguinte mensagem pelo Twitter: “Tenho um arquivo no notebook que preciso usar hoje. Está sem bateria. O carregador ficou no escritório. E agora? Me desespero, Guanabara?”.

Uma situação delicada com certeza. A solução veio em minutos, e uma mensagem mais aliviada anunciava: “Olha o que fiz, Guanabara. Tirei o HD do note, desmontei um HD externo que tenho em asa e liguei ele no lugar. Funcionou!”.

Que os HDs são indispensáveis hoje em dia, ninguém duvida, mas hoje existem muitas outras possibilidades para manter seus arquivos sempre ao seu alcance. Pendrives, discos óticos e unidades virtuais são apenas alguns dos artifícios usados por quem não pode ficar muito tempo longe dos seus valiosos documentos.

Mas de onde vieram os HDs? Como eles evoluíram até chegar aqui? Qual é a maior capacidade encontrada hoje no mercado? Será que no futuro ainda teremos HDs?

História dos Discos Rígidos

Em meados da década de 50, as empresas de tecnologia começaram a estudar as possibilidades para criar unidades que pudessem armazenar uma quantidade muito grande de dados em um só dispositivo. Foi aí que os engenheiros da IBM em San Jose criaram o disquete.

O disquete era prático, leve e portátil, mas tinha capacidade limitadíssima, não ultrapassando alguns poucos KB, o que exigia várias unidades para armazenar os arquivos.

A evolução desse conceito foi criado pela IBM, que em 1956 apresentou o 305 RAMAC, computador que vinha com um disco rígido com 50 discos de 24 polegadas.  Toda a estrutura pesava bastante e o HD armazenava apenas 5 MB.

Dezessete anos depois, a própria IBM lançou o modelo 3340, que ficou famoso por conta do seu codinome. O engenheiro Kenneth Haughton e sua equipe criaram uma unidade com apenas 2 discos, cada um com a capacidade de 30 MB, o que totalizaria 60 MB em um dispositivo infinitamente menor que o IBM 350.

Por conta dessa peculiaridade dos discos 30-30 (thirty-thirty), o grupo resolveu batizar o disco deWinchester, um tipo de rifle muito popular nos EUA e que tem como principal representante oWinchester 30-30. Por causa dessa homenagem, por muitos anos os HDs eram conhecidos comoWinchesters.

Vamos ver agora como esses dispositivos evoluíram até agora e o que vem por aí no que se refere a armazenamento de dados.

 

Evolução dos HDs

Mesmo depois que se tornaram portáteis, os HDs continuavam sendo dispositivos extremamente grandes e pesados, mas já cabiam dentro dos gabinetes. Eles eram encaixados nas baias que eram reservadas às unidades de disquetes e por isso deviam ter o mesmo tamanho físico de 8”, 5,25” (o mesmo tamanho das unidades de CD) e 3,5”.

Com o surgimento dos computadores portáteis, os padrões menores ganharam o mercado com unidades de 2,5” e 1,8” que ocupam menos espaço e consomem menos energia.

Empresas como a Samsung, IBM e Toshiba anunciaram a criação dos discos rígidos de 1.3”, 1” e até mesmo o de 0,85” que serão voltados para equipamentos ultra-portáteis como MP3 players e celulares. Porém, a criação desse tipo de unidade está ameaçada pela atual queda nos preços das memórias do tipo flash.

HDs hoje

Atualmente estamos no final de 2010 e o HD com maior capacidade que encontramos no mercado é o de 3TB para modelos de 3,5”.  As taxas de transferência já atingem alguns Gigabits por segundo.

Esses valores tendem a aumentar de forma exponencial, pois novas tecnologias permitem gravar mais dados em um espaço menor e de forma mais rápida e precisa.

O único problema com os HDs são de ordem física. Como utilizam mecanismos, motores e cabeças, o tempo de acesso aos dados é muito maior se compararmos por exemplo a espera por um acesso à memória principal, totalmente eletrônica.

O Futuro: Unidades em estado sólido

A performance dos computadores atuais só não é maior por conta de algumas limitações, a principal delas é o uso de dispositivos com mecanismos físicos, motores e coisas do tipo.

Basta perceber o quanto o computador deve aguardar até que um determinado arquivo seja lido de um DVD, por exemplo. Motores que giram eixos, cabeças de leitura e gravação que devem se deslocar até a posição exata antes de iniciar o processo atrasam tudo e deixam o computador mais devagar.

Existe uma tendência, bem discreta por enquanto, em substituir esses periféricos com mecanismos físicos por novos dispositivos eletrônicos e o HD é o alvo da vez. Melhorar a performance da leitura e gravação de arquivos é uma prioridade, pois é o tipo de operação mais realizado na maioria das situações.

Há alguns anos começaram os estudos com unidades em estado sólido ou Solid-state Drive (SSD). O princípio básico é substituir os discos por porções de memória de alta performance, que por serem eletrônicas têm um tempo de acesso bem menor, um menor consumo de energia e também são mais leves.

Veja a seguir um vídeo que mostra a diferença de performance entre duas máquinas de configuração equivalente, uma com HD e outra com SSD.

O principal problema desse tipo de tecnologia é o custo das unidades e sua capacidade de armazenamento. Um SSD de apenas 128GB custa aproximadamente R$700*, enquanto um HD com capacidade de 2TB podem ser encontrados por metade desse preço.

* Preços em Novembro de 2010

Fonte

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